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Ministério anuncia criação da Universidade do Trabalhador

O titular do MTE (Ministério Trabalho e Emprego), ministro Manoel Dias, anunciou a criação da Universidade do Trabalhador já no primeiro trimestre deste ano e prometeu, ainda, mudanças na pasta durante encontro com sindicalistas da UGT (União Geral dos Trabalhadores), ocorrido na semana passada.
Segundo explicou o ministro, a Universidade do Trabalhador será voltada à qualificação profissional direcionada às novas exigências do mercado. A informação já era conhecida desde dezembro pelas centrais sindicais, mas Dias deu mais detalhes sobre a nova empreitada do Ministério do Trabalho.
O ministro disse que as aulas serão a distância e pela internet. Ainda sobre as nova universidade, além de cursos profissionalizantes, haverá aulas de “politização” dos trabalhadores, que vão incluir temas como "marxismo, socialismo e capitalismo". Na avaliação do governo, a plataforma on-line, quando estiver funcionando a pleno vapor, vai atender simultaneamente até 250 mil pessoas e cerca de um milhão de trabalhadores por dia.
Além disso, Dias informou que o setor de imigração do seu ministério foi informatizado e que também será implantado o serviço de fiscalização eletrônica para melhorar o atendimento e agilizar processos. Manoel Dias destacou que irá criar o Observatório do Trabalhador, local que servirá para ampliar a discussão entre as centrais, os trabalhadores e o governo federal.
Em relação à Copa do Mundo, o titular da pasta do Trabalho afirmou que os problemas ocorridos durante a Copa das Confederações, onde se observaram inúmeros casos de trabalho informal, não vão se repetir.
O encontro serviu para que os sindicalistas apresentassem ao ministro as reivindicações da UGT, bem como apresentar sugestões para que o MTE tenha mais agilidade nos seus procedimentos.
Um dos participantes foi o deputado federal Lourival Mendes (PTdoB-MA), filiado à UGT, que criticou a burocracia na regularização profissional de pescadores no Maranhão. “Temos processo que está parado lá há dois, três anos e ninguém explica a razão. É necessário mudar esse quadro”, disse o deputado, que ouviu do ministro que o MTE vai contratar mais pessoas para agilizar o atendimento.
Fonte: Diário de São Paulo
Fotografia: Agência Brasil/Arquivo
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