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Trabalhadores do Mãe de Deus rejeitam proposta da gestão e atos continuam
Após mediação que durou quase 3 horas na tarde/noite de quarta-feira (12), o Sindisaúde-RS deixou claro aos representantes do Hospital Mãe de Deus que a "proposta" oferecida em mesa para compensar as centenas de demitidos do hospital não chega sequer perto de alguma possibilidade de acordo, dado que o sindicato luta pela reintegração total dos demitidos. Os advogados do Escritório Paese, Ferreira, Raquel Paese e Saulo Oliveira do Nascimento, acompanharam as mediações.
O sindicato informou que manterá os atos de mobilização em frente ao hospital até que seus representantes tragam às negociações uma proposta minimamente razoável. Até o momento, a gestão do hospital ofereceu apenas meio salário mínimo a mais, além das verbas rescisórias, o que sequer contempla a manutenção do plano de saúde.
Novas reuniões
Nova reunião no Tribunal Regional do Trabalho – TRT4 ficou agendada para segunda-feira (17), às 15h. Antes disso, os advogados das partes se reúnem na quinta-feira (13), às 18h, para tentar alcançar algum avanço. O Ministério Publico e o próprio desembargador estão instando o hospital a avançar na atual proposta, considerada desprezível pelos trabalhadores e pelo Sindisaúde-RS.
R$ 38 milhões em rescisões
O Hospital Mãe de Deus, que nos últimos 5 anos gastou R$ 38 milhões em rescisões trabalhistas, irá gastar, apenas com os demitidos da semana passada, quase R$ 4 milhões nas rescisões, em lugar de manter os trabalhadores nos seus postos.
Tal medida causa estranheza ao sindicato. Fica a pergunta: por que precarizar a instituição? Há interesses de vendê-la?
Fonte: com informações do Sindisaúde-RS
Fotos: Sindisaúde
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