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Porto Alegre é ocupada por gritos diferentes e uma indignação comum
Material de:
Igor Natusch (texto) e Ramiro Furquim (fotos)
O dia 15 de outubro marcou, no mundo todo, uma série de manifestações de apoio ao Occupy Wall Street, espalhando pelo planeta a inconformidade com o sistema financeiro surgida em Nova York. No Brasil, algumas capitais abraçaram a ideia, e Porto Alegre reuniu no sábado (15) centenas de pessoas dispostas a participar da onda histórica e promover a sua própria ocupação. Ainda que a crise financeira não caia sobre o Brasil com a mesma crueldade com que atinge EUA e Europa, motivos para indignação não parecem faltar – e foi desse caldo difuso de revoltas que, unidos em um só evento, os 99% da capital gaúcha tentaram encontrar seus pontos em comum.
A concentração no parque da Redenção começou por volta das 13h, e desde o início era clara a existência de subgrupos. Desde cedo, pessoas com rosto pintado de verde e amarelo e ostentando cartazes contra a corrupção na política brasileira concentravam-se em uma das laterais do Monumento ao Expedicionário. Distribuíam material de divulgação da campanha “Agora Chega”, encampada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Do outro lado, um grupo de pessoas mais identificadas com a esquerda, além de defensores de minorias e integrantes de grupos estudantis. Os dois polos mantinham uma espécie de distância segura, sem maior interação.
Fonte: Sul 21 - Clique aqui para ler a matéria original.
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