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Escravidão moderna afeta 46 milhões de pessoas, revela estudo


Umas 46 milhões de pessoas vivem em situação de escravatura, trabalhando principalmente em fábricas, minas e plantaçoes, segundo um estudo apresentado hoje pelo grupo australiano de defesa dos Direitos Humanos Walk Free Foundation.
A pesquisa, publicada no site da mencionada instituição, informou, ademais, que 60 por cento dos países têm um alto risco de utilizar a servidão como parte de suas redes de produção.
O Índice de Escravatura Global põe de manifesto que o tráfico de pessoas para sua exploração sexual, bem como a submissão trabalhista para saldar dívidas, são problemas fundamentais à hora de lutar contra a escravatura moderna, apontou a investigação.
A empresa Verisk Maplecroft, que analisou a situação em 198 países, observou que 115 se encontram em risco extremo de ter trabalhadores sob essa condição.
Poucas nações no mundo são imunes à escravatura moderna, considerou Alex Channer, analista de Verisk Maplecroft.
Channer afirmou que o objetivo do relatório é o de ajudar às empresas a identificar aqueles lugares em que há um maior risco de escravatura.
De acordo com o estudo, países como Sudão do Sul, República Democrática do Congo (RDC), um dos maiores produtores de aparelhos eletrônicos, e Sudão apresentam um maior número de escravos.
Entre os países com um alto risco de albergá-los encontram-se Índia e Costa do Marfim.
A União Europeia apresenta um "risco médio" nesse sentido, enquanto Alemanha, Finlândia, Dinamarca e Reino Unido são os países com menor tendência dentro Europa.
Em geral, a maioria dos países apresentam um bom marco legal a respeito, o problema é a correta implementação dessas leis, manifestou Channer.
Fonte: Prensa Latina
Data original de publicação: 11/08/2016
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