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Seminário com a participação do advogado Thiago Brunetto debate a experiência do modelo previdenciário no Chile e a proposta de Reforma da Previdência brasileira
Com o intuito de debater e analisar as consequências, caso a proposta da Reforma da Previdência seja aprovada, o Sindicato Intermunicipal dos Professores de Instituições Federais – ADUFRGS-Sindical, juntamente com o Coletivo Nacional de Advogados de Servidores Públicos – CNASP, o Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência no RS – Sindisprev/RS e o Sindicato dos Servidores do Ministério da Agricultura no RS – Sindagri, promoveu o Seminário “A experiência do modelo previdenciário chileno e a proposta de reforma da previdência brasileira”, na quarta-feira, 27 de março, na sede da ADUFRGS-Sindical, em Porto Alegre. O advogado Thiago Brunetto, do Escritório Paese, Ferreira, foi um dos palestrantes do painel “A previdência no setor público: suas origens, justificativas e futuro diante da reforma da previdência”.
Uma das principais críticas à proposta do governo de Jair Bolsonaro é a mudança da Previdência Social para um sistema de capitalização individual. No Chile, este mesmo modelo, implementado em 1980, durante a ditadura de Augusto Pinochet, foi um fracasso, provocando miséria e alto índice de suicídio entre os idosos.
– É o malogrado modelo chileno uma das inspirações da proposta brasileira. Isso dá a certeza de que a reforma, como está colocada, inviabiliza o direito à aposentadoria, inscrito como garantia fundamental na Constituição – destacou Brunetto.
No debate sobre as mudanças para os servidores públicos, participaram também do painel o professor Eduardo Rolim de Oliveira, diretor do PROIFES-Federação, o diretor do Sindisprev/RS, Daniel Emmanuel, e o advogado João Luiz Arzeno da Silva, do Cnasp.
Na primeira parte do Seminário, chamada de “Diálogo sobre a previdência chilena e o modelo proposto no Brasil”, o advogado trabalhista chileno Raul Devia Ilabaca apresentou a experiência no seu país, explicando como funciona o sistema de capitalização e suas consequências. O convidado expôs dados preocupantes, entre eles o de que, em 30 anos, a maioria dos chilenos só terá direito a 15% de um salário mínimo na aposentaria. A mesa foi coordenada pelo advogado Francis Bordas, do CNASP.
Fotos: ADUFRGS-Sindical
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